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5 Erros que Muita Gente Comete ao Abrir um Pet Shop

erros que muita gente comete ao abrir um pet shop

Hoje nós vamos iniciar uma série de artigos onde nós vamos dar alguns lampejos, são pequenas dicas para você que tá querendo montar um pet shop ou para você que já tem um pet shop e quer melhorar seus resultados, seu faturamento e lucratividade etc.

Hoje nós vamos falar de cinco erros básicos que muita gente comete na hora que vai montar um pet shop.

Mas antes eu quero contar pra vocês uma historinha que aconteceu há pouco tempo atrás e que ilustra um pouco daquilo que eu vou falar.

Eu tava andando, fazendo visitas a clientes há uns meses atrás numa grande cidade brasileira, num bairro bom de classe média, média alta numa rua super movimentada e de repente me deparei com uma loja nova que eu não tinha visto ainda.

Era uma loja com estacionamento, uma fachada super grande e que tinha um potencial (por conta da localização) enorme de ser um potencial cliente para os produtos que eu vendo.

Parei ali do lado do estacionamento e entrei na loja mas assim que eu tava entrando no estacionamento, eu para aquela loja e percebi que era um pet shop, tava escrito lá “Pet Shop” porém não tinha muito cara de pet shop,.

Parecia uma oficina mecânica, não parecia um pet shop não tinha cara, aquele jeitão de pet shop. Não falava a linguagem dos Pet Shops que a gente tá acostumado a ver por aí.

Mesmo assim eu entrei, a loja estava vazia e a minha impressão ruim continuou. Eu  vi que apesar de ser um bairro de classe média, média alta, as rações que estavam expostas ali eram tudo rações baratas. 

Se eu não me engano não tinha uma ração super premium e tinham pouquíssimas rações premium.

O problema é que…

os acessórios também não tinha muita qualidade, dava para perceber que eram acessórios simples e baratos e que não passava uma impressão muito boa. 

A loja também não tinha banho e tosa, então a impressão não foi boa  e a loja continuava vazia, somente eu na loja e a pessoa que parecia ser o dono veio até mim, me comprimentou, por sinal muito simpático e começamos a conversar. 

Apresentei meus produtos pra ele, falei um pouco do que eu fazia e me disse que a sua loja estava aberto a uns três ou quatro meses e contou que aquele ponto era onde funcionava uma antiga loja de carros, que inclusive era dele.

Ele começou a falar que com a crise no Brasil estava complicado vender carro, o faturamento diminuiu muito e analisou o mercado, viu que pet shop era um segmento que apesar da crise crescia e tinha uma certa afinidade. 

Ele me disse que sabia apenas que cachorro tem pelos, faz cocô e late, foi o que ele me contou.

Mesmo assim..

com a chegada da crise, fechou sua loja de carros e montou esse pet shop com cara e coragem.

Pelo que eu percebi ali, não estava dando muito certo e ele mesmo me relatou que o movimento não estava legal e que por conta disso já estava devendo.

Todo investimento que ele fez ainda não havia tido nenhum retorno e estava sem dinheiro para continuar investindo para continuar comprando rações mais adequadas para o seu público.

Não tinha condições de comprar produtos e materiais para montar um banho e tosa, enfim, ele estava numa situação muito complicada, um ciclo vicioso.

Ouvindo aquilo, falei: se o senhor não tiver capital para investir no seu negócio, dentro de 6 meses no máximo o teu negócio irá fechar”.

Além disso ele não tinha muito conhecimento do negócio. Não vendi pra ele, pois ele não conseguia porque estava com o nome sujo.

Nisso, o tempo passou, voltei àquela cidade e vi que a loja realmente tinha sido fechada e já estava com uma placa grande de aluga-se lá e infelizmente ele fechou.

Você deve estar se perguntando…

Tá, mas o que isso tem a ver?

Na verdade, podemos tirar uma lição em cima disso e é com base nessa historinha que vou listar aqui os 5 erros básicos que esse senhor cometeu ao abrir um pet shop

1 – Ele não Tinha Afinidade com o Negócio!

Pet Shop, o mercado pet no geral envolve uma emoção. As pessoa que gostam de cachorro, que tem cachorro, gato ou outros animais, têm esses animais como membro da família. 

Então se você não tem essa afinidade com cachorro, afinidade com animal, se você não gosta de cocô, xixi ou de ter que levar para veterinário ou de levar para o banho e tosa toda semana, se você não quer ter esse problema na sua vida de ter que deixar seu cachorro com alguém para viajar, se você não gosta desse mundo, se esse mundo não faz parte da sua vida então o negócio de pet shop não é para você.

Não é porque ele vai crescer dois dígitos na crise ou mesmo durante a crise que você vai montar um negócio como esse.

As pessoas que tem cachorro, tem gato elas sabem quem gosta de cachorro e de gato e elas definitivamente não vão confiar no pet shop onde o dono do pet shop não tem afinidade, a chance de dar errado é muito grande.

2 – Colocar Alguém para Gerir o Teu Negócio

Então você deve estar pensando assim: “Se eu não tem essa afinidade eu vou colocar alguém que tenha para fazer gestão do meu negócio e fica tudo certo.”

Errado! Não fica nada certo, especialmente no início.

Não tô falando se você tem muito dinheiro e quer montar uma rede de lojas gigante, não tô falando com você nesse momento.

Se você é um grande investidor pode ser que dê certo sim colocar gente para gerir o teu negócio, mas se você é um pequeno investidor, acabou de perder o emprego e quer continuar procurando emprego mas tem um dinheiro da sua rescisão e quer montar um pet shop, dar pra sua irmã, pra sua esposa, pro seu amigo que gosta muito de pet pra tocar o teu negócio, não faça isso!

Não faça isso porque você não vai ter o pulso do negócio, especialmente se você foi funcionário a muito tempo, agora está desempregado e quer montar um negócio, esteja presente até você aprender no dia a dia, para as pessoas conhecerem você e sentirem confiança em deixar o ente querido da família deles com você

Então é importantíssimo não delegue, não deixe a sua loja na mão de alguém e vá fazer outra coisa.

Não faça isso! Pet Shop é muito importante que você esteja presente no dia a dia especialmente no início.

Não Copie o Seu Concorrente!

Não tente copiar a fórmula de sucesso de um pet shop que tá na sua região, na sua cidade, no seu bairro que já tá há mais tempo.

Esse Pet Shop ele já tem uma clientela formada ele já é formador de opinião. Ele já tem a confiança dos clientes dele, a sua forma de atender, a sua forma de ser.

Busque ser autêntico, genuíno. As pessoas que tem cachorro, gato quando elas forem em seu pet shop e já tiverem tido a experiência de ter ido no pet shop que você está tentando copiar, elas vão perceber claramente que você é uma cópia.

Então busque sua forma de atender, por isso que é importante você tá dentro da loja para que os seus funcionários entendam como você tá atendendo um cliente para repetir isso depois na hora que estiverem atendendo o cliente sozinho.

4 – Produtos para o Público Errado

Tem muita gente que faz bobagem na hora de fazer compras. Então veja lá o exemplo que eu dei, o cara tinha sua loja situada numa região de alto poder aquisitivo e só tinha produto barato para vender.

Óbvio que as pessoas que querem gastar e tem como fazer isso querem comprar uma ração super premium ou um brinquedo melhor, medicamento melhor e não íam na loja dele porque sabiam que lá não tinha.

Então não adianta. Se você não fizer uma pesquisa antes vai acabar investindo o seu dinheiro em produtos que não vendem e vai deixar de ter uma oportunidade grande de ter produtos que realmente vendem dentro de sua loja.

Dinheiro não aceita desaforo!

5 – Mau Atendimento aos Clientes

Tem muita gente que não cria a cultura do bom atendimento da sua loja. Então se você vai abrir uma loja e não atende bem o seu cliente, não atende com amor o seu cachorro, o gato, não sabe o nome dos clientes que mais frequentam a sua loja ou…

o nome do cachorro dele, o dia do aniversário, não trata pelo nome quando vai fazer o banho e tosa você está perdendo uma grande oportunidade de fazer um super relacionamento e de fidelizar esse cliente.

E se você não faz, o seu pet shop concorrente vai fazer e vai roubar o teu cliente!

Bom, é isso pessoal! Espero que tenham gostado das dicas.

Para complementar ainda mais as dicas de hoje, se você está pensando em começar o seu negócio de pet shop e viu que você tem afinidade com isso e quer mesmo levar adiante essa ideia, veja o artigo abaixo, e conheça o melhor curso de banho e tosa online do Brasil. 

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7 Esportes Mais Populares No Brasil

esportes mais populares do brasil

Não é muito difícil afirmar que o futebol ou o futsal, como os americanos lhe chamam, é o desporto mais popular do Brasil. No entanto, outras modalidades estão ganhando terreno e apoiadores. Descubra neste artigo quais são os principais esportes entre os brasileiros.

Há um ditado popular no Brasil que diz que cada criança sonha em se tornar um jogador de futebol profissional. Isso pode não ser inteiramente verdade, mas definitivamente diz muito sobre as preferências esportivas locais.

O futebol é uma paixão nacional, mas hoje em dia, para muitas pessoas, não é a única. Outros esportes estão se tornando cada vez mais populares por diferentes razões.

Não existe dúvidas de que a facilidade de ver e aprender qualquer coisa hoje em dia é um fator importante, porque as emissoras hoje em dia estão exibindo competições internacionais de diversas modalidades, e devido aos Serviços de transmissão ao vivo.

Infelizmente, o Brasil não possui números atualizados ou um ranking confiável que possa medir claramente os esportes mais populares do país.

Os dados mais recentes são de 2006, muitos esportes como as artes marciais, ganharam maior importância depois este período.

Uma vez que não é possível quantificar com precisão o número de praticantes de cada esporte, a lista abaixo introduzirá os que são mais comumente observados também. Embora não forneça uma noção exata, traz uma visão completa da relação atual entre brasileiros e esportes.

1. Futebol

O futebol é o desporto favorito do Brasil, ponto final. De acordo com a FIFA (Federação internacional De Football Association), há 13,2 milhões de jogadores de futebol no Brasil, não considerando aqueles que o praticam apenas por Diversão.

O Brasil é conhecido como o país de alguns dos jogadores mais talentosos do mundo, e é a única equipe nacional que ganhou cinco títulos da Copa Do Mundo FIFA.

Além disso, os jogos de futebol ocupam o horário nobre de alguns dos principais canais de TV do Brasil, e a cada quatro anos, quando acontece a Copa Do Mundo FIFA, a maioria dos brasileiros pode trabalhar em a tempo parcial, ou não trabalhar de todo, quando a seleção joga.

2. Voleibol

Nenhum outro esporte pode igualar a popularidade do futebol, mas o voleibol é provavelmente o que se aproxima. Não só é o esporte mais praticado por meninas jovens no país, mas também é um dos poucos esportes difundidos regularmente por estações de televisão livres para ar.

Quando o Atlas Do Esporte Brasileiro, o documento de pesquisa sobre a prática de esportes no Brasil, foi lançado em 2006, havia 15,3 milhões de praticantes no país, contando tanto profissionais quanto amadores. As entidades responsáveis por este esporte acreditam que este número cresceu desde então.

3. Natação

Não é difícil entender por que a natação é popular em um país que tem uma costa com mais de 7.000 km. Geralmente, a grande maioria das pessoas não assistem muito as competições de natação, exceto quando os Jogos Olímpicos ou Pan Americanos estão acontecendo, mas o número de nadadores no Brasil é muito grande: a maioria deles aprende a nadar quando são jovens.

4. Atletismo

O atletismo não é um único esporte, mas um grupo deles, o que ajuda a torná-lo popular. Mas diferentes modalidades relacionadas com Correr e saltar são incentivadas por professores em muitas escolas públicas, embora os concorrentes queixem-se da falta de investimento dos competidores profissionais pelo governo.

5. Futsal e futebol de Praia

Tanto o Futsal quanto o futebol de Praia, conhecido como Futebol de Areia, são variações do esporte mais popular do país, e foram criados no Brasil. É muito popular entre os jovens estudantes, uma vez que é mais fácil encontrar um campo indoor do que um campo de futebol disponível.

O segundo é a versão de futebol jogado em um campo de areia. A abundância de praias também explica a popularidade deste esporte.

6. Judo

Mesmo que o judô não seja tão exaltado hoje em dia como outros esportes similares no Brasil, é considerado a arte marcial mais praticada no país. O Atlas do Esporte Brasileiro de 2006 afirma que mais de 2 milhões de pessoas praticam judô, que foi originalmente inventado no Japão. Crianças e jovens são responsáveis por uma grande parte do número de praticantes.

7. Capoeira

Embora a Capoeira seja reconhecida como um esporte, alguns afirmam que é mais semelhante a uma dança ou apenas a uma expressão cultural. Foi criado como uma derivação de danças e rituais desenvolvidos por escravos africanos durante o período colonial do Brasil.

Hoje em dia, as pessoas de várias idades e classes econômicas praticam a Capoeira, visto que ela é vista como uma atividade benéfica, uma vez que melhora o reflexo, a circulação e a coordenação motora. Quando o Atlas Do Esporte Brasileiro, o documento que pesquisou a prática de esportes no Brasil, foi lançado em 2006, havia 6 milhões de praticantes no país.

Descoberta do fogo trouxe evolução e vantagens, mas deixou algo queimando

Descoberta do fogo

Quando os primeiros humanos descobriram como fazer Fogo, a vida se tornou muito mais fácil em vários aspectos. Eles se reuniam em torno das fogueiras para se aquecer, conseguir luz e proteção. Usavam o fogo para cozinhar, o que lhes deu mais calorias do que comer alimentos crus difíceis de mastigar e digerir. Podiam socializar noite adentro, o que possivelmente deu origem ao hábito de contar histórias e outras tradições culturais.

Mas também houve desvantagens. Algumas vezes, a fumaça queimava seus olhos e seus pulmões. A comida era provavelmente um pouco carbonizada, o que pode ter aumentado o risco de terem desenvolvido alguns cânceres. Com todos reunidos em um só lugar, as doenças também podem ter sido transmitidas com mais facilidade.

Grande parte das pesquisas foca em como o fogo ofereceu uma vantagem evolutiva para os primeiros humanos. Os subprodutos negativos que vieram com a descoberta e as maneiras como os humanos se adaptaram ou não a eles não foram tão investigados.

Em outras palavras, como os efeitos prejudiciais do fogo moldaram nossa evolução? É uma questão que está começando a atrair mais atenção.

Reprodução

“Eu diria que ainda é uma conversa informal neste momento”, afirma Richard Wrangham, professor de Antropologia Biológica da Universidade Harvard e autor de “Catching Fire: How Cooking Made Us Human” (Pegando Fogo: como cozinhar nos tornou humanos). Seu trabalho sugere que cozinhar levou a mudanças vantajosas na biologia humana, como cérebros maiores.

Agora, dois estudos novos propõem teorias sobre como as consequências negativas do fogo podem ter moldado a evolução e o desenvolvimento humanos.

No primeiro, publicado em setembro, cientistas identificaram uma mutação genética nos humanos modernos que permite que algumas toxinas, incluindo aquelas encontradas na fumaça, sejam metabolizadas em um nível seguro. A mesma sequência genética não foi encontrada em outros primatas, incluindo hominídeos antigos como os Neandertais e os de Denisova.

Os pesquisadores acreditam que as mutações surgiram como resposta à aspiração de toxinas da fumaça que podem aumentar os riscos de infecções respiratórias, debilitar o sistema imunológico e perturbar o sistema reprodutivo.

Seria uma vantagem evolutiva?

  É possível que o fato de possuir essa mutação tenha dado aos homens modernos uma vantagem evolutiva sobre os Neandertais, embora por enquanto ainda seja especulação, diz Gary Perdew, professor de toxicologia da Universidade Estadual da Pensilvânia e autor do estudo. Mas se a especulação estiver correta, a mutação pode ter sido o motivo de os humanos modernos estarem habituados aos efeitos adversos do fogo o que não ocorre com outras espécies.

Thomas Henle, professor de Química da Universidade de Tecnologia de Dresden, na Alemanha, que não participou do estudo, questiona se os humanos também desenvolveram mutações genéticas únicas para lidar melhor, ou até tirar vantagens, dos subprodutos do fogo na comida.

Em 2011, seu grupo de pesquisa mostrou que as moléculas marrons que surgem com a torrefação do café têm o poder de inibir enzimas produzidas por células tumorais, o que é capaz de explicar por que as pessoas que tomam café podem ter menos riscos de sofrer de certos cânceres.

Outra pesquisa sugere que esses subprodutos da queima podem estimular o crescimento de micróbios úteis no intestino.

A mutação genética capaz de ajudar os humanos a tolerar as toxinas da fumaça talvez seja apenas uma de várias adaptações, diz Henle. “Tenho certeza de que há outros mecanismos específicos dos humanos, ou mutações, que ocorreram por causa da adaptação evolutiva para comer alimentos tratados com fogo.”

Em volta do fogo

 Entender como os humanos podem ter se adaptado de maneira única aos riscos da exposição ao fogo talvez tenha implicações em como os cientistas pensam sobre pesquisa médica, explica Wrangham. Outros animais não se desenvolveram em volta do fogo, por exemplo, e talvez não sejam os melhores modelos para estudar como processamos alimentos ou nos desintoxicamos de substâncias.

Um exemplo, segundo ele, é o estudo da acrilamida, um composto que se forma nos alimentos durante a fritura, o cozimento no forno e outros em alta temperatura. Quando dada a animais de laboratório em altas doses, demonstrou-se que a acrilamida causa câncer. Mas até agora a maioria dos estudos em humanos falharam na hora de provar uma ligação alimentar entre a acrilamida e a doença.

“As pessoas ficam ‘querendo’ encontrar um problema para os humanos”, diz Wrangham, mas “não há nada tão óbvio”.

Os humanos, no entanto, talvez não tenham conseguido se ajustar a todos os perigos do fogo. O segundo estudo, publicado na semana passada no Proceedings of the National Academy of Sciences, indica que com os efeitos vantajosos do fogo para as sociedades humanas também ocorreram novos danos profundos. A pesquisa especula que o uso precoce do fogo pode ter ajudado a espalhar a tuberculose por trazer as pessoas mais próximas, prejudicar seus pulmões e fazer com que tossissem.

Com modelos matemáticos, Rebeca Chisholm e Mark Tanaka, biólogos da Universidade de Nova Gales do Sul, na Austrália, simularam como bactérias antigas do solo podem ter evoluído para se tornar agentes infecciosas de tuberculose. Sem o fogo, a probabilidade era pequena. Mas quando os pesquisadores adicionaram o fogo ao modelo, a possibilidade do surgimento da tuberculose aumentou muito.

Estima-se que a tuberculose já matou mais de um bilhão de pessoas, sendo possivelmente responsável por mais mortes do que as guerras e as fomes combinadas. Hoje, permanece uma das doenças infecciosas mais mortais, ceifando um número estimado de 1,5 milhões de vidas por ano.

Humanos

Muitos especialistas acreditam que a tuberculose surgiu pelo menos 70 mil anos atrás. Na época, os humanos muito provavelmente já controlavam o fogo. (As estimativas de quando os humanos começaram a usar o fogo regularmente variam muito, mas o consenso é que foi há pelo menos 400 mil anos.)

“Percebemos que a descoberta de como controlar o fogo pode ter causado uma mudança significativa em como os humanos interagiam entre eles e com o ambiente”, e esses são fatores conhecidos por causar o surgimento de doenças infecciosas, explica Rebecca Chisholm.

Ela e Tanaka acreditam que o fogo pode ter ajudado a espalhar outras doenças transmitidas pelo ar, não apenas a tuberculose. “O fogo, como uma vantagem tecnológica, foi uma faca de dois gumes”, diz Tanaka.

Consequências culturais negativas também surgiram com o fogo – e continuam a deixar uma marca. Os antropólogos especulam que respirar fumaça levou à descoberta do hábito de fumar. Há tempos os humanos usam o fogo para modificar o ambiente e queimar carbono, prática que agora nos coloca frente a frente com as mudanças climáticas. Ele é inclusive conectado com a ascensão do patriarcado – por permitir que os homens fossem caçar enquanto as mulheres ficavam em casa para cozinhar, o que gerou as normas que existem até hoje.

Investigar como os efeitos prejudiciais do fogo moldaram a história e a evolução humana pode proporcionar uma visão mais rica do relacionamento entre a cultura e a biologia. Os humanos se desenvolveram biologicamente para se proteger dos riscos à saúde de respirar a fumaça? Isso nos ajudou a iniciar a prática de fumar? Existem várias outras possibilidades.

“É um ciclo de retroalimentação fascinante”, afirma Caitlin Pepperell, professora da Universidade de Wisconsin-Madison que estuda a evolução das doenças humanas. “Espero que esses estudos nos estimulem a pensar mais sobre o fogo e nos levem a explorar diferentes direções.”